inferno
Publicado; 03/06/2011 Filed under: pedaços | Tags: esperança, ideais, ideias, inferno, morte, viver Leave a comment »No deserto da boa intenção
Entre pureza e indecência
Está enterrada a insolência
Cravada de ideais e ilusão
Mas tal repouso é imerecido
Depois de um viver mal vivido
Sob sete palmos bestiais
Jazem ideias geniais
À frente, um inferno onisciente
Diferente pois não é quente
Vazio de paz, repleto de dor
Da dúvida que tráz, diante do amor
Medo
Publicado; 01/06/2011 Filed under: poesia Leave a comment »Quando o medo paralisa, cega e cala
O terror se apodera e o coração dispara
Não, não pode tornar o haver em nada
Aja, conjure a bravura
efervescência mental
Publicado; 08/05/2011 Filed under: poesia | Tags: boca, comprimido, copo, idéia, olhos, ouvidos, pensamento Leave a comment »Sensações são como comprimidos
Para serem imergidos no copo da mente
Pelo nariz, olhos e ouvido
Ou demais bocas daquele recipiente
Molhado em ideias, insights e memórias
Efervescem pensamentos e a cabeça desarrolha
Bits à esquerda
Publicado; 03/05/2011 Filed under: non sense | Tags: esperança, facebook, foursquare, ignorância, Solidão, twitter, vazio 1 Comment »O que eu estou fazendo?
Jogando bits no lixo
Zeros à esquerda de um
Com terabytes sobre o nada
O que estou pensando?
Nesse vazio digital
Pela energia dissipada
de um viver artificial
Onde estou?
No mundo das idéias
Renovando pensamentos
Deixando manias velhas
Pedaogrogia
Publicado; 01/05/2011 Filed under: poesia | Tags: ensino, pedagogia 4 Comments »Talvez seja demagogia clamar por pedagogia.
Mas bem que eu gostaria de conhece-la um dia.
Pois no fundamental, médio e na graduação.
Ela, estranhamente, não me apareceu não.
Justo onde a didática deveria ser a prática.
Tem sido uma exceção, tal qual enterro de anão.
Que deve acontecer aqui e aculá.
Mas também não se ouve falar.
Já a pedaogrogia é tão grossa quanto acídua.
Atrasa e sai cedo, um esculacho de dar medo.
Pior que eu não atino esse jeito de ensino.
Me resta aprender sozinho e trilhar algum caminho.
Amor glacial
Publicado; 29/04/2011 Filed under: poesia | Tags: amor, beleza, gelo, O Aleph, vikings Leave a comment »em dois cubos de gelo
um amor glacial
em sua aurora austral
um conquista vinking
sobre o mar da incerteza
prevalece a beleza
do querer ser
de aquecer
o ser
avalanche
Publicado; 12/04/2011 Filed under: non sense, poesia | Tags: defesa civíl, palavra Leave a comment »ao se soltar uma palavra
do topo da montanha
ela desliza e cai
arrasta e desmorona
entre pensamentos soterrados
e sentimentos revirados
fica o leitor, esperando socorro
do poeta da defesa civíl
que revira os escombros
numa labuta sutil
apesar do assombro
desse cenário sombrio
Mais fácil
Publicado; 27/03/2011 Filed under: poesia | Tags: amar, entender, O Aleph, Oscar Wilde, perdoar 1 Comment »É mais fácil prosear do que metrificar
É mais fácil calar do que falar
É mais fácil mentir do que esclarecer
É mais fácil preocupar-se do espairecer
É mais fácil desistir do que lutar
É mais fácil conformar-se do se indignar
É mais fácil criticar do que bendizer
É mais fácil julgar do que tentar entender
É mais fácil ser sozinho do que amar
É mais fácil culpar-se do se perdoar
É mais fácil ignorar do que aprender
É mais fácil existir do que viver
O velho e o moço
Publicado; 27/03/2011 Filed under: poesia | Tags: escolha, estrago, gasto, Los Hermanos Leave a comment »Deixo tudo assim
Não me importo em ver a idade em mim,
Ouço o que convém
Eu gosto é do gasto.
Sei do incômodo e ela tem razão
Quando vem dizer, que eu preciso sim
De todo o cuidado
E se eu fosse o primeiro a voltar
Pra mudar o que eu fiz,
Quem então agora eu seria?
Ahh, tanto faz
Que o que não foi não é
Eu sei que ainda vou voltar…
Mas eu quem será?
Deixo tudo assim,
Não me acanho em ver
Vaidade em mim
Eu digo o que condiz.
Eu gosto é do estrago.
Sei do escândalo
E eles têm razão
Quando vêm dizer
Que eu não sei medir
Nem tempo e nem medo
E se eu for
O primeiro a prever
E poder desistir
Do que for dar errado?
Ora, se não sou eu
Quem mais vai decidir
O que é bom pra mim?
Dispenso a previsão!
Ah, se o que eu sou
É também o que eu escolhi ser
Aceito a condição
Vou levando assim
Que o acaso é amigo
Do meu coração
Quando fala comigo,
Quando eu sei ouvir…
(Letra da canção de mesmo nome da banda Los Hermanos. Veja e ouça aqui)
Aparece
Publicado; 19/03/2011 Filed under: poesia Leave a comment »Que nos meus olhos
você veja carinho
Que em minhas mãos
você sinta afago
Que no meu corpo
encontre calor
Que pelo meu coração
se sinta enamorada
Assim o amor aparece
Sem que se apresse
Essa é minha prece
