olhares

quando se encontram, disfarçam
para se reencontrar novamente
o olhar de descoberta, inicio de admiração
os lábios se tocam
o coração bate forte
dispara
os olhos negros fixam-se
sonham, planejam e amam
só de se olhar

Sereníssima

Sou um animal sentimental
Me apego facilmente ao que desperta meu desejo
Tente me obrigar a fazer o que não quero
E você vai logo ver o que acontece.
Acho que entendo o que você quis me dizer
Mas existem outras coisas.

Consegui meu equilíbrio cortejando a insanidade,
Tudo está perdido mas existem possibilidades.
Tínhamos a idéia, mas você mudou os planos
Tínhamos um plano, você mudou de idéia
Já passou, já passou – quem sabe outro dia.

Antes eu sonhava, agora já não durmo
Quando foi que competimos pela primeira vez?
O que ninguém percebe é o que todo mundo sabe
Não entendo terrorismo, falávamos de amizade.

Não estou mais interessado no que sinto
Não acredito em nada além do que duvido
Você espera respostas que eu não tenho mas
Não vou brigar por causa disso
Até penso duas vezes se você quiser ficar.

Minha laranjeira verde, por que está tão prateada?
Foi da lua dessa noite, do sereno da madrugada
Tenho um sorriso bobo, parecido com soluço
Enquanto o caos segue em frente
Com toda a calma do mundo.

(Legião Urbana, album V)


eu

eu sou um problema da vida
eu sou um problema
eu sou
eu


seja

no aperto ou no
e  s  p  a  ç  o
l                     o                      n                         g                    e…
ou perto
que seja você
aqui dentro


ao ponto

Na guerra a paz
Como é cruel isso
E cru eu
No fogo
Deixe passar
parar de sangrar
até ao ponto chegar


Não tem preço

aperto o braço do corpo
até que lembra o seu em forma
não em formosura
nos seus olhos, ternura
acordes que formam cálos
neste trabalho que sonhei
de preencher seu rosto
ser preenchido por você
canções do seu gosto
sinto que lhe toco
assim como as notas
pra comprar aquilo
que não tem preço
você


Deruchett

Parei de ser só eu, meu bem.
E você vai sem mesmo saber o quanto vai passar
desse mundo que nos dói.
Eu procurei ficar mais perto do lugar que é você.
Foi como ver que perto de um fim, ou mesmo um final,
Nada vai morrer.
Como os lares querem par.
Venha e não quererá que eu passe outra vez.

(letra da banda Solana, Disco Feliz Feliz, myspace da banda aqui)


inferno

No deserto da boa intenção
Entre pureza e indecência
Está enterrada a insolência
Cravada de ideais e ilusão

Mas tal repouso é imerecido
Depois de um viver mal vivido
Sob sete palmos bestiais
Jazem ideias geniais

À frente, um inferno onisciente
Diferente pois não é quente
Vazio de paz, repleto de dor
Da dúvida que tráz, diante do amor


Medo

Quando o medo paralisa, cega e cala
O terror se apodera e o coração dispara
Não, não pode tornar o haver em nada
Aja, conjure a bravura


efervescência mental

Sensações são como comprimidos
Para serem imergidos no copo da mente
Pelo nariz, olhos e ouvido
Ou demais bocas daquele recipiente
Molhado em ideias, insights e memórias
Efervescem pensamentos e a cabeça desarrolha


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